Como pregar o evangelho com relevância social, sem perder o foco? [4 de 5]
O perigo do politicismo
É claro que o cristão não deve ser uma criatura alienada. Apesar de termos uma identidade celestial, ainda estamos na terra, e com o nobre dever de ser sal e luz, influenciando e promovendo mudanças neste sistema decadente. A preocupação com temas políticos, bem como o descontentamento com a má distribuição de rendas e a necessidade de reformas sociais deve fazer parte da nossa agenda.
O grande perigo, porém, é que neste bom desejo de prestar um serviço ao mundo, os cristãos acabem cedendo a um romantismo político que não leva a lugar nenhum, abraçando a bandeira de movimentos socialistas e filosofias humanistas, como se a resposta para todos os nossos dramas sociais estivesse em um ajuste político, e nada mais.
Se no capitalismo o que prevalece é o homem explorando o homem, no socialismo é exatamente o contrário. [Se não entendeu a piada, sugiro que releia em voz alta a frase anterior] É verdade que milhares de pessoas vivem na miséria, marginalizadas, famintas, mas não é mediante acordos políticos, nem votando em candidato evangélico, que vamos solucionar esta equação. Ao invés de encher o congresso nacional de políticos crentes, vamos colocar uma mão no bolso e a outra na consciência, a fim de promovermos, nós mesmos, as mudanças que a sociedade precisa. Agindo assim, não teremos que ficar respondendo aos questionamentos dos incrédulos quando os nossos “homens de Deus” aderirem ao mensalão do Panetone, por exemplo.




